MAIS BRASÍLIA E MENOS BRASIL: Da república de Mandetta à política genocida bolsominion


A Covid-19 tem feito vítimas em todo o planeta. A humanidade já contabiliza na casa dos milhões os números de infectados, com mais de 100 mil mortos. Assim, sistemas de saúde estão a beira do colapso ou já colapsados em suas capacidades de atendimentos (como a Itália e Espanha, por exemplo), e redes funerárias sem condições de atender o número de mortos, como no caso do Equador, deixando famílias a própria sorte com os cadáveres de seus entes.
Nessa esteira, o Brasil caminha. Vivenciamos uma curva acentuada do número de infectados e mortos. Já contabilizamos mais de 30 mil casos confirmados, e óbitos na casa dos dois mil. Autoridades sanitárias do mundo defendem que no momento, ante a ausência de tratamento ou vacina, a melhor forma de desacelerar o contágio, proteger os mais vulneráveis e o sistema de saúde é o distanciamento social. O cenário brasileiro só não é mais catastrófico por conta das ações de municípios e estados, que em consonância, até então, com a política de distanciamento social da repúbica de Mandetta, fizeram com que a curva de contágio e mortes não se mostrasse mais aguda.
Apesar das batalhas travadas, o mentecapto presidencial, Jair Bolsonaro, intenta contra essas ações e insiste no relaxamento do isolamento social sob a égide do emprego, miséria e da economia. Por razões claramente político-ideológicas, demitiu recentemente o ministro da saúde e se esforça para que o Brasil volte a trabalhar, estudar, sair as ruas....Com seu linguajar chulo, vulgar e empobrecido, relativiza o potencial destrutivo do Corona vírus e desconsidera o saber médico científico entorno do assunto. Infelizmente, parte da população também acredita nesse caminho, pois de algum modo, a Covid-19 é apenas uma matéria nos noticiários. Sem concretude de casos próximos, pessoas clamam ao "mito" que intervenha com sua sapiência e razão. Tenha certeza que na ocasião de colapso do SUS, ao cidadão comum (ou seja, eu e você) será incerta a oferta de um respirador, de um leito de UTI, de médico e enfermeiros. Já para Bolsonaro, Guedes e Moro, nunca lhes faltarão recurso algum.
Obviamente, os impactos na economia são avassaladores. Perda de empregos, arrocho nos salários, diminuição da renda, entre outros. Essas são algumas das consequências da pandemia, não há como fugir disso. Cada pessoa pagará, de alguma maneira, a conta do distanciamento social e do acanhamento econômico. É o que precisamos fazer para salvar as vidas de quem amamos. A economia se recupera, a vida não. Todos nós podemos morrer com essa doença, seja você do grupo de risco ou não! Não dá para saber quem irá desenvolver a forma mais grave dela, haja vista os inúmeros casos de jovens sem histórico de problemas de saúde tendo suas vidas interrompidas. Assim, a roleta russa da Covid-19 poderá ceifar, em algum momento, sua vida, de seus pais, filhos e irmãos. Para enfrentarmos esse momento difícil, em que o distanciamento social é o caminho, precisamos do governo, de ações de transferência de renda que minimizem os impactos econômicos. Precisamos de menos protecionismo brasiliano e mais cuidado aos brasileiros.
Roguemos aos defensores da lei, ao congresso, aos Estados e municípios que, cada um a sua maneira, interdite as ações irresponsáveis de Jair e privilegiem a defesa da vida.
Na fé, seguimos.


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